Diante do mais estranho momento presenciado pelo feto ainda em formação, a bela moça dos olhos cor de mel se embrenha na mata em meio a lama e carrapicho, iluminando involuntariamente com sua áurea esplendorosa, o obscuro caminho por onde sua parte carnal se locomovia.
Como tal, já havia se desvencilhado das taras alucinantes vividas intensamente na sua juventude conturbada, em meio a substâncias recreativas com auto poder de persuasão, litros de vodka e conhaque potencializados ainda mais com alguns comprimidos de sibutramina que sua pobre e velha mãe utilizava como inibidor de apetite. Selvagem ao extremo, não conseguia mais conviver em sociedade, decidiu de livre e expontânea vontade abandonar a vida metropolitana e passar a viver em meio a arvores, plantas, Fungos, insetos e animais, juntamente com um gnomo comprido e magro, de aparência grotesca, rosto cadavérico e comprido que habitava o interior de uma árvore oca bem no meio da intensa floresta, vivendo da coleta de frutos, sementes, raizes e fungos passando levar uma vida simples eterna e realmente real.
